Decorreu com sucesso o encontro dos Tamecanos 2010. Peripérias e desenvolvimentos serão apresentados brevemente neste espaço. Deixo-vos com uma bela passagem do Rio Olo para adoçar o bico.
Até breve
sábado, abril 03, 2010
Tamecanos Rocks
quinta-feira, março 18, 2010
TAMECANOS 2010
A época vai longa. Assistimos aos melhor inverno chuvoso dos últimos 10 anos. E a comunidade das águas bravas nacional prepara-se para iniciar a grande festa dos encontros.
Começou a contagem decrescente para os Tamecanos 2010.
Prova de vinhos ? É claro que temos provas dos vinhos. Gastronomia de qualidade ? Milharos, as melhores carnes Barrosã e Maronesa. E Mondim será palco quer da primeira prova do CIRCUITO NACIONAL DE AGUÁS BRAVAS, quer de mais uma prova do CAMPEONATO NACIONAL DE RAFTING.
Sendo uma região central no norte de Portugal, Mondim de Basto e Ribeira de Pena encontram-se na confluência de 4 serras, Barroso, Cabreira, Alvão e Marão, oferecendo uma infinidade de percursos nos rios Tâmega, Beça, Lourêdo, Olo, Peio, Ribeira de Cavez, Ribeira de Moimenta, Covas, Poio e Cabril entre outros.
Por apenas 30 euros terás direito a:
- pequeno almoço , jantar e reforço energético de Sábado e Domingo
- pavilhão para as dormidas (recepção já sexta-feira)
- prova de vinhos
- água quente para banhos
- seguro diário para a prática desportiva
- apoio logístico
- guias locais para os mais inexperientes em determinados percursos definidos pela organização
- incrição na prova de Kayak Extremo
- bebidas grátis na KAYAK PARTY
- inscrição na prova de rafting
Programa Tamecanos 2010
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Sexta-feira, 26 de Março 2010
21h00-23h00 - Recepção aos participantes na Junta de Freguesia de Mondim de Basto; inscrições; distribuição prémios presença; apresentação do evento
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Sábado, 27 de Março 2010
8h00-10h30 - Pequeno almoço e recepção aos participantes; pequeno briefing sobre os percursos e prova de Kayak Extremo
12h00 - Prova Kayak Extremo (em local a designar dependendo do caudal dos rios)
17h00-18h00 : banhos
18h00-20h00 : Prova de vinhos
20h30: jantar regional
24h00 : Fiesta - Kayak Party
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Domingo, 28 de Março 2010
8h00-9h30 : pequeno almoço; briefing matinal
10h00 : Início das descidas livres
* Rio Louredo
* Rio Tãmega
* Rio Cabril
* Rio Olo
12h00 : CAMPEONATO NACIONAL DE RAFTING (TAMEGA DOWN RIVER RAFTING)
17h00: jantar regional
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Nota: Os acompanhantes poderão experimentar o mágnifico passeio a ladear o RIO CABRIL em Mondim de Basto - LEVADA DE PISCAREDO
Para inscrições, reservas de dormidas, e mais informações
www.aquavertical.com
gtm.aventura@gmail.com
Pedro Ramada - 965 130 317
Jorge Costa 966 935 370
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Rio Cabrão - No coração do Alvão
O Kayak é como viver. Ou talvez viver seja um pouco como o Kayak. Procuramos mais. Subir. Por à prova o que não conhecemos de nós. Encontrar o que não conhecemos dentro de nossa casa. E o Rio é tudo isso. Encontramos o Cabrão.
Estranha terra esta que desde os antepassados atribui nomes sugestivos aos cursos de água. Terra de cabras e pastores, onde os penhascos apenas percorridos remotamente por animais ágeis e pastores conhecedores. Desde há muito percorrido a pé pelos Tamecanos em caminhadas veraneantes de reconhecimento. Este ano de 2010 foi de vez.
Posso dizer-vos que me senti como se remasse num bosque da saga do senhor dos aneis. O Rio é um derivado menor do planalto do Alvão. Os lameirais e os bosques de carvalhos dão-lhe a tonalidade verde ocre, atravessa as aldeias de Bobal, Pioledo até chegar á estrada nacional Mondim - Vila Real (pelo Alvão), e é aí que a natureza nos permite o acesso. Estreito, rampeado, e por vezes caótico, cruza um bosque de carvalhos, azevinhos e bolos graníticos musgueirentos e redundantemente húmidos, até á aldeia de Vila Chã, onde o leito passa a um chisto negro. É como se o Rio fizesse parte do próprio bosque.
Para quem se quiser aventurar, cá vão as indicações:
Ponto 1 - que chova torrencialmente durante 3 a 4 dias
Ponto 2 - que o nível na pedra da ponte romana de Mondim de Basto (margem esquerda ) esteja entre 1 e 1 e meia pagaias.
Ponto 3 - se se cumprirem os pontos 1 e 2, o acesso é feito na ponte sobre o Rio Cabrão, 1 km após a aldeia do Bilhó, 50 metros a jusante do caos granítico.
Ponto 4 - se o rio estiver demais, dirijam-se à aldeia do Bobal, e comam uma sopa de couves e feijões na Tasca da Alice (na expectativa do rio baixar)
Ponto 5 - o desembarque faz-se após quatro fortes rampas seguidas, antes da aldeia de Vila Chã
Ponto 6 - se não quiserem ter este trabalho todo "call me in" ... estou sempre pronto ...
O Rio tem 2 km e tem uma pendente de 100 metros. É uma linha de água mítica, para os canoistas locais. Técnico, não deixa de ser um classe V.
Dedico esta abertura de 2010 ao Pedro Pires, um mondinense em quem admirei a fúria de viver, e ao David Panadeiro, que também nos abandonou em 2010, e que certamente iría adorar tê-lo remado. Este Rio também é vosso.
Integralmente equipado nas rampas finais.
Após uma 1ª incursão falhada, a equipa de abertura oficial. Ramada, Maia, Paulo Pires, Rafinha e Teresa. Apenas uma pequena nota, a parte remavel é abaixo do que vêm.
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Estação das Chuvas
Não ....
Basta de trabalho ....
Rotineiro ....
As mãos encarquilhadas tentam re-aprender a escrever. 2010 foi um ano de abundância, trabalho, duplicamos, triplicamos trabalho, e perdemos tempo pelo menos para a partilha ... De volta á escrita, tento partilhar os momento passados no ano passado com os quais apenas privei convosco imagens.
A chuva em abundância, dá água e rio todos os dias, mas deixa-nos amarrados à passividade de não arrastarmos o rabo para onde moram os nossos pares. Paiva e Vez. No 2011 tentarei dar um passo mais. Empurrar o trabalho um pouco para o compasso normal.
Deixo aqui algumas notas marcantes do ano de free boater em 2010
Este rápido, é exactamente o início do percurso dito Olo I. Mais um dia mítico. Eu e o Palavra estudávamos uma linha para não o fazer ou uma desculpa para o desmarcar. Foi o que acabou por acontecer. Remamos juntamente com o Vieira. Na primeira secção do Rio Olo até á ponte da estrada nacional em Ermelo, sente-se que remamos um pouco no que resta de anos e anos de erosão na garganta a montante "As Fisgas". Por isso esta primeira parte é um amontoado de pequenas pedras de xisto e granito, com pendente acentuada, que em dias de cheia é um "Vai à volta que por aí tem silvas".
Um clássico, sempre o mesmo clássico em 2010. O Ian (francês radicado na Noruega, que conduz uma empresa de desportos aventura) não poderia partir para a época do degelo norueguês sem exprerienciar o Laboreiro. Naquele dia, deixou a sua esposa e os dois filhos no aconchego mondinense e partimos rumo a norte. Frio, muito frio. Ainda estará para vir o dia em que desceremos o Quebra Costas com luz solar. Reza a lenda que tal é possível apenas entre as 7 e as 10 da manha. Na foto de cima o Tony Words imagina-se a saltar uma de vinte e tais no Chile.
2010. 2010 marca também a entrada dos Benjamins. Quando iniciei a coanoagem de águas bravas, no slalom, estes eram os meus compinchas de barco de fibra. Luis Saroto, Armindo Pissoto, Piteco, José Tex ... todos eles re-iniciaram a entrada em cena em 2010. Juntamente com outros "incomers" como o Bruno Cabo, Pina, Rogério, e Zé Biscato formaram uma espécie de grupo rebelde dentro dos Tamecanos: "Team Patacega". Em cima uma foto para o cenário numa prova de rafting em Espiunca, ficamos em último .... está claro.
2010. 2010 marcado pela vinda em massa da estrangeirada. Principalmente espanhas, muitos espanhas. Em cima Carbonell, no açude do osso , na Ribeira de Cavez. Considerou Portugal uma segunda casa, e em 2011 regressou.
E o Húngaro ?!! Peter (qualquer coisa como Kraischo). Veio com o cheiro de fazer umas descidas como guia de rafting. Descobriu que o pais é tão provinciano no negócio que mais valia aproveitar todos os dias que tinha para remar e conhecer as linhas de água portuguesas. Montou arraiais em Mondim de Basto e fez tudo o que avia para fazer. Inclusive embebedar-se com o Team Patacega.
Para mim esta foi a descida do ano 2010. O Rio Beça a 45 cm, e encontramos isto que estão a ver. Um Tãmega Daivões gordo, bem gordo. Para recordar fica o sol desse dia, e para mim mais uma mítica no melhor rio de Portugal.
Carbonell. José Francisco da Silva Pires de Sousa Antunes Carbonell e Cunha e Sá e Gomes Padieira dos Santos Samba, aplica-se no rio da casa, e mostra que há mais quem saiba remar com as velhinhas Dagger CFS. Rápido do "S", Garganta do Cabril.
2010 e a levada. Hino à forma respeitosa como o ser de Mondim sempre modelou a água. 2010 tornou a Levada de Piscaredo, (que acompanha o Cabril desde as Mestras até Mondim de Basto) num percurso mágnifico, marcado como PR2. Um a opção para quem quiser descobrir a água pelos próprios pés. Próvem.
Um das vistas do Rio Cabril a partir da Levada. Juntam-se o Cabril com o Cabrão, nas Mestras, ambos cavam no xisto e mais a jusante no granito, o rio do Domingo de manhã.
Refleti. No ano passado refleti. E retorci-me. Disseram que a prova de Kayak Extremo dos Tamecanos, era para idades infanto-juvenis. Aceito que o Olo levava pouca água, e por isso este ano para que não sobrem problemas com pessoal sedento de um Extremo a sério, apresento-vos o final do Rápido de Carrazedo, sede do Extremo Tamecanos 2011. Carbonell a treinar para os Tamecanos 2011.
2010. Ano de uma grande abertura. O Rio Cabrão. Na fronteira com o parque, não sei se lhe posso chamar Rio, talvez um curto Aquaparque. (Ver artigo sobre o Rio cabrão)
Louredo. Passos finais da Garganta de Cima (Louredo I). Em 2010 não poderia faltar o Louredo.
E o Pissanga ? 4 descida após uma ausência de 6 anos da canoagem. Armindo Pissoto um dos fundadores do Team Patacega, aventurou-se connosco no Laboreiro. Na entrada da garganta superior do Laboreiro. O que aconteceu depois não conto a ninguém. Mindo, conto contigo em 2011.
2010- 1ª Passeio BTT - Tamecanos. Mestras, local de cruzamento de água e terra. BTT e Kayak.
Armindo Pissoto "lessioning" nos açudes do cabril.
Rio Cabrão perto da nascente, enquanto esperavamos pelo caldo da Tasca da Alice.
António Palavra e Luis Vieira com equipamento topo de gama. 2010.
Incursão na Ribeira de Frades. 2010.
quinta-feira, junho 18, 2009
Pirineus 2009
Naturalmente que esta foi diferente. Pela primeira vez foram mais que os habituais. Após as desistências acabaram por chegar ao vale do Rio Ara 20 canoistas portugueses. Cheguei no Domingo, acompanhado do Palavra, do Ramada e da surpreendente prima Teresa Costa. Depois de uma incursão a um vale francês onde acabamos por vir com 2 kayaks em mau estado, encontramo-nos com o resto da crew. Rumamos dia a dia para Este e acabei o fim de semana na Catalunha, no vale do Noguera Palaresa, para um encontro com os elementos do Team Pyranha. Agradou-me sentir que pode haver um pequeno Portugal longe de casa. Grato pela companhia de todos: o Joaquim que nada em todas as regiões do globo, o Miguel que aguentou 3 dias seguidos de rio, e a Marta que o aguentou a ele e a nós, o Luis, Carlos e Vilela que estão definitivamente uns prós no rio e na boa disposição, o Ramada e a Teresa braços direitos , a malta do CCABP, incansaveis na água e na "remendação" de kayaks, e o Palavra que recebeu o prémio "Bem vindo à Papelandia". O pró, não acertou uma linha sequer no Barranco do Palomeras. :) :) :) E finalmente um abraço para o pessoal do Team Pyranha Spain, especialmente o Andreu Falco que nos mostrou tudo o que a Catalunha tem de bom. Un saludo !!!
Os Pirineus são uma paixão galopante para férias. Penso seriamente comprar um palheiro e fazer 1 semana de neve no Inverno e outra de kayak no Verão. Talvez o vale do Noguera seja o mais versatil, mas para quem quer andar a pé, subir montanhas e respirar ar rarefeito o Vale do Rio Ara e a subida ao Monte perdido é um "must do".
Deixo-vos ficar com as imagens que têm um cunho muito pessoal e pouco abrangente, mas que será completado pelas reports do resto do pessoal. PS: desculpem (os que conseguiram comer) aquela "Michordia de Bacalhau" de uma das noites.
Nacente do Rio Palomeras. Depois de termos andado todos em bando, eu e o Palavra ficamos o fim de semana com o pessoal do Team Pyranha. Remamos o Alto Noguera, o Palomeras e o Salto de Pish, no vale do Garonne já perto de França. Pelas sete da noite de "voamos" e em 9 horas pusemo-nos em terras lusas.
Primeira vista do Rio Palomeras. caudal médio.
Mark abre canminho no autoclismo gigante.
Palavra escorrega, preparando-se para se escafiar novamente.
Eu, o capacete integral que deu bastante jeito, e a "camara filmadora" na cabeça.
Andreu, Palavra e Rabiço num dos passos mais loucos que já fiz em kayak.
Mais Palomeras. Fotos Palomeras por PIRATA
Descoberto recentemente para o kayak o "Salt deth Pish", são 8 metros de pura diversão. Em baixo Andreu, Rabiço e Palavra. saltamos até à exaustão.
Palavra e o seu estilo longilíneo, que fez as delícias das centenas de fãs que assistiam à descida.
Teresa Costa abre um passo clássico no Rio Ara. Mostrou aos rapazes como se fazia.
O pequeno Portugal no Rio Ara.
Tony Words em dia sim, cilindra a "Passarela" do Rio Ara.
Em viagem para o Gavarnie no Col du Turmalet. Uma famosa subida de 18 km e médias de 12 % de inclinação. etapa clássica da volta a França.
Tour de França em burro. Uma súbida ao Tourmalet muito mais pacífica.
Vale do Rio Ara numa das primeiras descidas do dia.
António, Ramada e Teresa, e a imensidão da montanha.